Correio Braziliense, n. 22722, 06/06/2025. Cidades, p. 15
Professores votam para manter greve
Bruna Pauxis
A greve dos professores da rede pública de ensino da capital continua. A decisão foi tomada ontem, em assembleia da categoria, que considerou a proposta apresentada pelo Governo do Distrito Federal (GDF) “insuficiente” diante das reivindicações do grupo. Milhares de docentes, e parlamentares da Câmara Legislativa e do Congresso Nacional, se reuniram no gramado do Eixo Cultural Íbero Americano para a votação. O movimento começou na última segunda-feira.
A proposta apresentada ao Sindicato dos Professores (Sinpro-DF) pelas secretarias da Casa Civil, da Educação e da Economia inclui quatro itens: convocação de 3 mil professores em dezembro deste ano; prorrogação do concurso realizado em 2022; convocação de novo concurso público no segundo semestre; e construção do calendário de reestruturação da carreira em até 90 dias, com mediação do Tribunal de Justiça do DF (TJDF).
O Sinpro-DF destacou que as pautas centrais da greve são a reestruturação da carreira e uma reposição salarial de 19,8%. Esse percentual, de acordo com o sindicato, representa parte das perdas inflacionárias acumuladas e é um passo rumo ao cumprimento do Plano Distrital de Educação (PDE), segundo o qual os salários do magistério devem estar, no mínimo, na média das demais carreiras de nível superior do GDF.
Orientações Na quarta-feira, terceiro dia da greve, a Secretaria de Educação divulgou um memorando com orientações aos gestores escolares sobre os efeitos administrativos da paralisação, como o corte de ponto. A medida foi decretada após decisão do TJDF, que julgou abusiva a paralisação e, além do corte, estabeleceu multa diária de R$ 1 milhão ao Sinpro-DF. Em resposta, o sindicato ingressou, também na quarta, com uma Reclamação Constitucional, no Supremo Tribunal Federal, pedindo a suspensão da decisão do tribunal. Uma nova assembleia da categoria está prevista para a próxima segunda-feira.