Correio Braziliense, n. 22724, 08/06/2025. Economia, p. 7

Gripe aviária: caem para 7 os casos suspeitos

 

O Ministério da Agricultura investiga atualmente sete casos suspeitos de influenza aviária em diversos estados do Brasil, segundo atualização da Plataforma de Síndrome Respiratória e Nervosa das Aves na tarde de ontem.

Nenhum dos casos em análise ocorre em granjas comerciais, envolvendo apenas criações domésticas e aves silvestres. Também no sábado, três casos foram descartados: duas galinhas domésticas em Lábrea (AM) e Castanhal (PA), além de uma coruja-orelhuda em Belo Horizonte (MG).

As investigações em curso incluem quatro casos em aves domésticas — galinhas em Itaituba (PA), Campinápolis (MT), Novo Cruzeiro (MG) e Alegre (ES) — e três em aves silvestres: um pombo em Santo Antônio do Monte (MG), um carcará em Florestal (MG) e um albatroz-de-sobrancelha em Angra dos Reis (RJ).

As investigações são corriqueiras no sistema de defesa agropecuária nacional, já que a notificação é obrigatória. A influenza aviária de alta patogenicidade (vírus H5N1) é uma doença de notificação obrigatória imediata aos órgãos oficiais de defesa sanitária animal do país.

Produtores rurais, técnicos, proprietários, prestadores de serviço, pesquisadores e demais envolvidos com a criação de animais devem notificar imediatamente os casos suspeitos da doença ao Serviço Veterinário Oficial (SVO).

O Brasil já realizou mais de 2,5 mil investigações de suspeitas de gripe aviária desde maio de 2023, quando houve a primeira ocorrência em ave silvestre, segundo o Ministério da Agricultura. De lá para cá, o país já confirmou 171 casos de influenza aviária, sendo 167 em animais silvestres (163 aves e quatro leões-marinhos), três em criações de subsistência e apenas um em granja comercial, registrado em maio em Montenegro (RS).