Correio Braziliense, n. 22724, 08/06/2025. Política, p. 2

Está “tudo acertado”, garante Lula.

 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou ontem, em Paris, que está “tudo acertado” quanto ao Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), tema central das negociações fiscais do momento. “Você pode estar certo de que vai acontecer exatamente o que nós acertamos, sem brigas, sem conflito, apenas fazendo aquilo o que tem que ser feito, conversar, encontrar uma solução e resolver”, afirmou a jornalistas ao ser questionado se o governo tem uma proposta alternativa para evitar a derrubada da alta do tributo no Congresso.

O petista citou a reunião no Palácio da Alvorada esta semana para discutir o IOF, com a presença do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, dos presidentes da Câmara, Hugo Motta (RepublicanosPB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), além de Gabriel Galípolo, do Banco Central, e Rui Costa, da Casa Civil. “Foi uma belíssima reunião. Está tudo acertado”, disse Lula hoje em Paris.

O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, por sua vez, foi menos incisivo ao dizer que as discussões sobre medidas que podem substituir a alta do IOF estão “bem encaminhadas”. Em entrevista coletiva durante visita à Mistercryl, em Brasília, frisou que o governo busca o equilíbrio das contas públicas por meio de um diálogo aberto com o Congresso. “A solução virá pelo método ideal: melhorar receita com eficiência e reduzir despesa, melhorando a eficiência do gasto público.” Ele reforçou que essa estratégia inclui tanto o aumento da arrecadação quanto o corte inteligente de despesas, sem detalhar quais medidas específicas seriam adotadas.

O vice-presidente também apontou o papel do diálogo na condução das negociações: “Quero destacar a prova de maturidade, de amadurecimento, o diálogo é o bom caminho, ouvir, dialogar e resolver, quem ouve mais erra menos.” Ele comentou que “o objetivo do governo é cumprir o arcabouço fiscal, ou seja, deficit zero”, destacando a importância dessa meta para conter a inflação e evitar o aumento do endividamento público. “Essa é a boa política do ponto de vista econômico, não gastar mais do que arrecada”, frisou.