Correio Braziliense, n. 22729, 13/06/2025. Política, p. 3
Mobilização para a captura
Após o Supremo Tribunal Federal (STF) enviar o pedido de extradição da deputada licenciada Carla Zambelli (PL-SP), o embaixador do Brasil em Roma, Renato Mosca, afirmou que “ela poderá ser presa a qualquer momento”.
“Há uma mobilização para deter a deputada, porque ela está na lista vermelha de difusão da Interpol. As autoridades judiciais italianas acataram o pedido e, hoje (ontem), ela poderá ser presa a qualquer momento”, disse o diplomata, em entrevista à Globonews.
O embaixador explicou que não há uma operação ou um mandado de busca. Conforme as leis italianas, ela não pode ser presa dentro do domicílio onde estiver, como uma casa ou um hotel. Mas a medida pode ocorrer em qualquer lugar que não seja inviolável.
“Há um mandado de prisão provisória para fins extradicionais que é o mandado a partir do pedido da Interpol solicitado pelo governo brasileiro, que foi referendado pelas autoridades judiciais italianas”, disse. “As forças policiais italianas estão trabalhando na investigação e na localização dessa foragida para efetuar a prisão. Posteriormente, o Judiciário italiano fará a avaliação, e ela terá amplo direito de defesa”, acrescentou.
“Intocável”
No início do mês, Zambelli anunciou que estava nos Estados Unidos e seguiria para a Itália, onde seria “intocável” por ter cidadania. De acordo com a Polícia Federal, ela saiu pela fronteira terrestre com a Argentina em 25 de maio, por meio de Foz do Iguaçu (PR).
Após saída do Brasil, a parlamentar teve pedido de prisão determinado pelo ministro Alexandre de Moraes por fugir do país depois da condenação pela Suprema Corte, além do nome incluído na difusão vermelha da Interpol. Os dados dela estão disponíveis para as polícias dos 196 países-membros da organização. Nesta semana, ela afirmou que iria se entregar às autoridades italianas.