O Senado eliminou mais de 300 caixas de documentos antigos que já não tinham valor histórico. O processo de reciclagem envolve sustentabilidade e gestão eficiente dos arquivos públicos. A repórter Marina Dantas traz mais detalhes: Você sabe para onde vão os papéis antigos utilizados durante os anos pelo legislativo brasileiro? No Senado, mais de 300 caixas de documentos foram eliminadas pela equipe do Serviço de Gestão de Arquivo Intermediário, da Coordenação de Arquivo da Casa. Eles já não possuíam mais valor probatório ou histórico. Entre esses documentos estão registros sobre a produção de envelopes, encadernação, papel ofício e cartões de visita utilizados entre 1996 e 2003. A servidora Tuane Pontes explica que a eliminação de documentos é uma prática essencial para a gestão de documentos, além de fortalecer a preservação dos recursos naturais. (Tuane Pontes): "Os benefícios dessa eliminação em termos de gestão, a gente acredita que há uma otimização dos recursos do Senado, otimizando custos com armazenamento e manutenção dessa documentação. Já do ponto de vista da sustentabilidade, a eliminação responsável também faz toda a diferença. Então, o papel descartado é triturado e reciclado. Dessa forma, nós reduzimos a necessidade de produzir mais papel, protegemos o meio ambiente." Diversas equipes e setores do Senado participam do processo de definição de quais documentos estão aptos a serem eliminados. A análise vai desde a Comissão Permanente de Avaliação de Documentos até a Diretoria-Geral e a Secretaria de Editoração e Publicações da Casa. Os documentos aprovados foram encaminhados a empresa Capital Recicláveis, contratada pelo Senado, que também foi responsável pela trituração da papelada. Tuane explica que o processo de eliminação de documentos está alinhado com os objetivos de desenvolvimento sustentável da ONU, que pretende, até 2030, reduzir a geração de resíduos por meio da prevenção, reciclagem e o reuso desses recursos. (Tuane Pontes): "Todos esses papéis destinados à eliminação serão utilizados para o processo de reciclagem e de reuso. Por isso, que a gente fala que eliminar documentos não é apenas liberar espaço físico nos nossos setores de trabalho e nos nossos arquivos. É um trabalho que envolve economia de recursos, gestão eficiente e principalmente o compromisso nosso e do Senado com a sustentabilidade." O trabalho de eliminação de documentos físicos da Casa foi embasado pela Política Nacional de Arquivos Públicos e Privados, que autoriza a eliminação de documentos, desde que sejam respeitados os procedimentos formais exigidos. Sob supervisão de Samara Sadeck, da Rádio Senado, Marina Dantas.