Transcrição
A COMISSÃO DE ASSUNTOS SOCIAIS APROVOU A OBRIGATORIEDADE DE
O SUS A OFERECER TESTES GENÉTICOS PARA A DETECÇÃO DE MUTAÇÕES ASSOCIADAS AOS
CÂNCERES DE MAMA, OVÁRIO E COLORRETAL.
COMO A DECISÃO FOI TERMINATIVA, A PROPOSTA PODERÁ SEGUIR
DIRETO PARA A CÂMARA DOS DEPUTADOS. REPÓRTER MARCELA DINIZ.
Aprovado pela Comissão de Assuntos Sociais, o projeto busca
assegurar, no Sistema Único de Saúde, a realização de testes genéticos para
identificar mutações que poderão levar ao desenvolvimento de cânceres de
ovário, mama e colorretal.
Os testes seriam voltados a mulheres de grupos de alto
risco, sendo um dos fatores o histórico familiar.
De acordo com o autor, senador Rogério Carvalho, do PT de
Sergipe, entre 5 e 10% de todos os casos de câncer estão relacionados à herança
de mutações genéticas.
A detecção via teste de DNA já é realidade na rede privada
em caso de câncer de mama hereditário.
No SUS, somente o Distrito Federal e alguns estados como
Amazonas, Rio de Janeiro, Paraíba e Minas Gerais oferecem essa possibilidade
por força de legislação local.
A relatora, senadora Dra. Eudócia, do PL de Alagoas, que é
médica, explica que os testes genéticos fornecem informações importantes para
um tratamento mais eficaz.
(senadora dra. Eudócia) "É como se fosse um Norte, uma
bússola para que os oncologistas pudessem entender que tipo histológico seria
mais agressivo ou não e, exatamente, o tipo de tratamento para cada
paciente."
Dra. Eudócia argumenta ainda que o oferecimento dos testes
genéticos do SUS reduz a judicialização, ou seja, poupa o paciente de cobrar o
acesso ao exame na justiça.
(senadora dra. Eudócia) "A avaliação econômica dos
benefícios do teste genético deve considerar que a falta de incorporação no SUS
gera um gasto ainda maior com a judicialização e o acesso compulsório."
Se não houver recurso para votação no Plenário do Senado, o projeto que assegura a oferta de testes genéticos na rede pública de saúde para detecção de mutações associadas aos cânceres de mama, ovário e colorretal poderá seguir direto para análise da Câmara dos Deputados. Da Rádio Senado, Marcela Diniz.