Rádio Senado
17/07/2025
Título: Manoel Mattos pode ser inscrito no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria
Tempo: 1”52’
O nome de Manoel Mattos poderá ser incluído no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria.
A proposta, aprovada pela Comissão de Educação e que deve seguir para a sanção presidencial, busca reconhecer a luta do vereador e ativista pelos direitos humanos assassinado em 2009. A reportagem é de Paulo Barreira.
Aprovada pela Comissão de Educação, a proposta inscreve o nome de Manoel Mattos no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria. Advogado, vereador e defensor dos direitos humanos, Manoel foi morto a tiros em 2009 após denunciar grupos de extermínio formados por policiais militares e civis que atuavam na divisa dos estados de Pernambuco e da Paraíba, região conhecida como “Fronteira do Medo”.
Para o relator do projeto, senador Humberto Costa, do PT de Pernambuco, a trajetória de Manoel representa um exemplo de coragem e compromisso com a justiça social.
(senador Humberto Costa) “Sem dúvida, essa é uma homenagem extremamente justa. Sua atuação foi amplamente marcada pela defesa intransigente dos direitos das pessoas em situação de vulnerabilidade social, pela denúncia de estruturas de poder baseadas na violência e, principalmente, pelo uso do direito como ferramenta de transformação social”.
Humberto ressaltou ainda que a memória de Manoel permanece atual e necessária diante dos desafios enfrentados hoje pelos direitos humanos.
(senador Humberto Costa) “Relembrar a trajetória de Manoel Mattos é um ato de resistência frente às atuais ameaças à luta pelos direitos humanos. Em um cenário em que se fala cada vez mais em flexibilização do controle de armas e aumento da vulnerabilidade no campo, sua memória permanece como símbolo da defesa, da justiça, da dignidade e da democracia.
O Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria foi criado para homenagear brasileiras e brasileiros que dedicaram a vida à construção e à defesa do país. Ele fica localizado no Panteão da Liberdade e da Democracia, na Praça dos Três Poderes, em Brasília. Sob a supervisão de Samara Sadeck, da Rádio Senado, Paulo Barreira.