A instituição fiscal independente apresentou projeções menos otimistas que o governo federal, com déficit elevado e incerteza quanto a receitas. relatório da ifi concluiu que o cumprimento da meta fiscal em 2026 possivelmente exigirá novas medidas de arrecadação. repórter Bruno Lourenço.

O Relatório de Acompanhamento Fiscal elaborado pela Instituição Fiscal Independente do Senado destacou a frágil situação fiscal do país. Orçamento engessado, déficits primários contínuos desde 2014, rápido crescimento da dívida pública e a compressão de investimentos compõem esse cenário. O diretor da IFI, Alexandre Andrade, explicou que, em linhas gerais, os números do governo estão mais otimistas do que os da instituição. (Alexandre Andrade) "Pelo lado das receitas, a IFI identificou desvios significativos em relação a alguns agregados de receita, como a as receitas previdenciárias e algumas receitas não administradas, que são provenientes desses parâmetros macroeconômicos mais favoráveis. Existe também um montante considerável de receitas que depende de aprovação do Congresso." A IFI conclui que o contexto para o cumprimento da meta fiscal de 2026 é apertado e poderá exigir novas medidas de arrecadação, já que o governo depende da aprovação de novas receitas. (Alexandre Andrade) "Caso essas proposições sofram modificações no Congresso, de forma que o impacto sobre a arrecadação seja diluído. Será necessário obter outras fontes de receitas." O relatório da Instituição Fiscal Independente lembra que o Brasil tem um dos maiores crescimentos da relação dívida pública e o PIB entre os países emergentes e latino-americanos. E que as mudanças de metas e a exclusão de determinadas despesas da apuração do limite de gastos e das metas fiscais comprometem o seu papel de sinalizador da solidez da política fiscal. Da Rádio Senado, Bruno Lourenço.