Transcrição
APÓS DERRUBADA DE VETO, O GOVERNO REGULAMENTOU O PAGAMENTO
DA INDENIZAÇÃO E DA PENSÃO PARA CRIANÇAS COM A SÍNDROME CONGÊNITA DO ZIKA
VÍRUS.
SENADOR DESTACA A NECESSIDADE DE AÇÕES PREVENTIVAS PARA O
COMBATE AO MOSQUITO AEDES AEGYPTI, QUE PROVOCA OUTRAS DOENÇAS. REPÓRTER HÉRICA
CHRISTIAN.
Em janeiro, o presidente Lula vetou o projeto discutido por
quase dez anos da indenização e pensão para pessoas com deficiência permanente
causada pela síndrome congênita associada ao vírus Zika.
A equipe econômica alegou falta de recursos, mas uma medida
provisória previa o pagamento único de uma compensação de R$ 60 mil.
Em junho, o Congresso Nacional derrubou o veto e agora em
setembro, o Ministério da Previdência definiu que a indenização será de R$ 50
mil e corrigida pela inflação desde julho.
Já a pensão vitalícia vai corresponder ao teto do INSS, que
hoje é de R$ 8.157.
Segundo o governo, os dois pagamentos serão isentos do
Imposto de Renda. E a pensão poderá ser acumulada com outros benefícios, a
exemplo do BPC.
A comprovação da condição de saúde será feita por meio de
laudo de junta médica a ser analisado pela Perícia Médica Federal.
O senador Humberto Costa, do PT de Pernambuco, explicou que
agora os recursos relacionados à indenização e à pensão das crianças acometidas
pela zika estão garantidos no Orçamento.
O governo com a sensibilidade que tem o presidente Lula
decidiu não apenas pelo pagamento de uma indenização no valor de R$ 50 mil
criança corrigida por um índice de inflação e também a
concessão da aposentadoria pelo teto da Previdência Social no valor de R$ 8
mil. Dessa maneira, o estado assume a responsabilidade por essas crianças e por
encontrar com lenitivo para essas famílias.
Humberto Costa, que é médico, ressaltou que o mosquito Aedes
Aegypti também provoca outras doenças, como a dengue e a Chikungunya.
O senador disse que o governo reforçou as ações para
combater o mosquito, que costuma se proliferar na época das chuvas.
E o governo do presidente Lula tem se preocupado o tempo
inteiro com as ações de prevenção, que passam desde o esclarecimento a
população, pelo trabalho ativo dos agentes de endemias e que passam também pela
adoção de tecnologias mais recentes, mais modernas e que são importantes e
eficazes, como é o caso da vacina contra a dengue. Acho que estamos no caminho
de enfrentar melhor essas doenças virais transmitidas pelo Aedes.
A infectologista Mardjane Lemos,
responsável pelos primeiros diagnósticos da síndrome congênita pelo zika em Alagoas em 2015, explicou que o dano causado pelo
vírus no cérebro dos bebês é irreversível.
Ela afirmou que as crianças com 10 anos de idade, que
sobreviveram, precisam do acompanhamento de vários especialistas, a exemplo de
fisioterapeutas e fonoaudiólogos.
Dados do Ministério da Saúde de março de 2024 citam o registro de 1.828 casos de síndrome congênita pelo Zika entre 2015 e 2023, sendo mais da metade no Nordeste. Da Rádio Senado, Hérica Christian.