Transcrição
O Senado aprovou o projeto da Câmara dos Deputados que
estende por mais cinco anos a isenção dos sistemas integrados máquina a
máquina, a "internet das coisas", do pagamento da taxa de
fiscalização de instalação e funcionamento e da Contribuição para o Fomento da
Radiodifusão Pública e da Contribuição para o Desenvolvimento da Indústria
Cinematográfica Nacional. Com isso, o benefício, que terminaria em 31 de
dezembro deste ano, vai até o final de 2030.
O objetivo é incentivar ainda mais o uso
dessa tecnologia, que permite, por meio da conexão remota, a transmissão de
dados e a execução de tarefas úteis no dia-a-dia de
pessoas, empresas e órgãos públicos, como o rastreamento de objetos, irrigação
de lavouras e controle à distância de pacientes.
O projeto também mantém a isenção de
satélites de pequeno porte, que garantem o acesso a serviços de telecomunicação
em regiões fora da cobertura de operadoras ou onde a concorrência é baixa.
Relator da proposta, o senador Efraim Filho, do União da Paraíba, lembrou que a
prorrogação desse incentivo por mais cinco anos não representa renúncia de
receita, mas renovação de um incentivo já internalizado no orçamento. Ele citou
estudo do Instituto de Pesquisa para Economia Digital que mostra que a medida
vai gerar mais receitas que despesas no período de cinco anos.
A manutenção dessa desoneração poderá gerar
uma arrecadação adicional de 936 milhões diante de uma renúncia de 570 milhões.
Portanto, não há de se falar em prejuízo, mas sim no superávit que ultrapassa
os 300 milhões de reais.
Ex-ministra da Agricultura, a senadora Tereza
Cristina, do PP de Mato Grosso do Sul, afirmou que a manutenção dos incentivos
é essencial para o agronegócio.
Eu tive a oportunidade de instalar duas
torres como essa para que a internet das coisas funcionasse. E eu vi lá um
mecânico lá do Rio Grande do Sul arrumando uma colhedeira lá no interior de
Mato Grosso, onde a colheita acontecia.
O projeto ainda define o Ministério das
Comunicações como o órgão responsável pelo acompanhamento e pela avaliação dos
benefícios tributários, conforme exige a Lei de Diretrizes Orçamentárias deste
ano.
O texto segue para sanção presidencial. Da Rádio Senado, Alexandre Campos.