Revogação da Lei Felca, o ECA Digital, é rejeitada
Transcrição
A Comissão de Direitos Humanos rejeitou uma sugestão legislativa, apresentada
no portal E-Cidadania, que propunha a revogação da Lei Felca, também conhecida
como ECA Digital. Sancionada em 2025 e em vigor desde março de 2026, a lei
prevê uma série de dispositivos de proteção a crianças e adolescentes na
internet. Mas os autores da sugestão justificaram que a nova legislação trouxe
limites à liberdade de expressão, argumento que não recebeu o voto favorável do
relator da sugestão, o senador Flávio Arns, do PSB, do Paraná. (Flávio Arns) A
revogação total da lei 15.211/2025 representa clara violação do princípio da
proteção integral e, portanto, flagrante incompatibilidade com o regime
constitucional de proteção à infância e adolescência. Adicionalmente, a revogação
integral da Lei 15211/2025 promove inaceitável retrocesso na efetivação de
direitos fundamentais. com a proteção da privacidade, dados pessoais. A
presidente da Comissão, senadora Damares Alves, do Republicanos do Distrito
Federal, defendeu o ECA digital. (Damares Alves) Aí no Brasil a gente conseguiu
aprovar uma lei para proteger as crianças nesse mundo online, nesse universo
online que virou um universo tão cruel pra criança, tão cruel, aí querem de
certa forma revogar integralmente a lei? Se tiver dispositivo que precisa ser
melhorado, vamos melhorar os dispositivos. Para sugerir uma proposta
legislativa ao Senado basta acessar senado.leg.br/ecidadania. Ideiaas que
receberem 20 mil apoios são encaminhadas, na forma de sugestão legislativa,
para análise da Comissão de Direitos Humanos e Legislação participativa. Da
Rádio Senado, Rodrigo Resende.