Lei amplia prevenção de trombose em hospitais
Transcrição
A nova lei, aprovada pelo Senado e sancionada pelo Presidente da República,
altera a legislação que instituiu o Dia Nacional de Combate e Prevenção à
Trombose e cria uma exigência concreta: unidades de saúde com internação terão
que manter estruturas voltadas para a prevenção do tromboembolismo venoso, uma
condição que pode causar trombose e embolia pulmonar e está entre as principais
causas evitáveis de morte hospitalar. O tromboembolismo venoso é a formação de
coágulos que podem obstruir veias profundas ou migrar para os pulmões. O
problema costuma estar associado a longos períodos de imobilização, cirurgias e
internações prolongadas. Na Comissão de Assuntos Sociais, o senador Alessandro
Vieira, do MDB de Sergipe, apresentou o parecer favorável à proposta. (senador
Alessandro Vieira) "Segundo a Organização Mundial de Saúde, mais de 10
milhões de casos de tromboembolismo venoso são registrados por ano no mundo,
com uma morte a cada 37 segundos no Ocidente. Em que pese à relevância do tema
que agora discutimos, entendemos que ajustes precisam ser feitos. Não é
razoável que a Lei Orgânica da Saúde disponha sobre procedimentos
específicos." Em entrevista à Rádio Senado, o angiologista Antonio Carlos
de Souza destacou que a nova legislação é importante para fortalecer os
protocolos de prevenção dentro dos hospitais. (Antonio Carlos de Souza)
"Essa lei que foi sancionada no dia 1º é uma mudança de paradigma. Eu
diria que é um sonho de uma luta antiga." No Senado, a proposta ganhou
ajustes técnicos e passou a permitir que os Núcleos de Segurança do Paciente já
existentes possam assumir essa função, evitando aumento de custos para
hospitais e acelerando a implementação da política. Com supervisão de Mauricio
de Santi, da Rádio Senado, Yasmim Rodrigues.