Transcrição
A patente da semaglutida, princípio
ativo do Ozempic, expirou. Ou seja, a empresa
responsável pelo desenvolvimento do produto, a Novo Nordisk, perdeu a
exclusividade para produzir e comercializar o medicamento.
Essa queda de patente pode resultar na
elaboração de versões mais baratas da caneta emagrecedora, por meio da produção
em outros laboratórios. Mas elas não seriam genéricas, já que os fármacos com semaglutida no Brasil são de origem biológica, o que impede
o registro nessa categoria.
A Anvisa informou que há oito pedidos em
análise para o registro de remédios com a substância. A avaliação busca
comprovar a eficácia, segurança e qualidade dos medicamentos antes de serem
liberados ao público. No Senado, parlamentares já se manifestaram a favor da
ampliação do acesso às canetas emagrecedoras. O senador Nelsinho Trad, do PSD
de Mato Grosso do Sul, que é médico, defendeu a implementação no SUS, com o
objetivo de combater o diabetes e a obesidade.
(Senador Nelsinho Trad) "Doenças como
essas, quando ficam crônicas, elas geram um gasto muito maior ao Sistema Único
de Saúde do que se você as prevenir, e a gente sabe que essas canetas
emagrecedoras podem influir, sim, na baixa dos impactos e das consequências
dessas patologias na saúde do cidadão. "
No Brasil, a Lei de Propriedade Industrial é
o texto que protege os direitos das invenções e, segundo ele, a patente expira
20 anos após depósito no Instituto Nacional da Propriedade Industrial. A
empresa Novo Nordisk entrou na Justiça para prorrogar esse prazo, mas o
Superior Tribunal de Justiça não acatou.
Sob supervisão de Samara Sadeck, da Rádio Senado, Lana Dias.