Transcrição
O Senado aprovou o projeto de resolução que cria a Frente Parlamentar pela Paz Mundial. O objetivo é fortalecer a atuação do Congresso em defesa da paz, solução pacífica de conflitos e promoção da harmonia entre os países e povos, por meio de debates com diversos setores da sociedade, formulação de ações e apoio a iniciativas que vão nesse sentido.

A Frente Parlamentar ainda vai promover estudos e pesquisas sobre a paz e articular políticas públicas voltadas à justiça social.

De acordo com o autor do projeto, senador Flávio Arns, do PSB do Paraná, a criação da Frente se justifica pelo cenário mundial, em que guerras e conflitos abrem uma crise humanitária em curso, o que dificulta a convivência pacífica entre países e povos.

O senador ainda lembra que as tensões internacionais também geram incertezas no plano interno, com o surgimento de problemas relacionados à migração forçada, como falta de recursos ambientais e financeiros.  

É claro que a gente não vai pensar que isso vai afetar imediatamente qualquer situação mundial, mas é importante que cada um incorpore esses objetivos, esses princípios. Então, vamos tentar praticar isso entre a gente para que essa força individual possa contagiar, no bom sentido, outras pessoas e isso se expandir para as nossas relações familiares, profissionais e para a sociedade de uma maneira geral também.

Relator do projeto, o senador Paulo Paim, do PT do Rio Grande do Sul, lamentou dados da ONU e do Comitê Internacional da Cruz Vermelha que indicam que, atualmente, há mais de cem conflitos em todo o planeta, como a Guerra entre Rússia e Ucrânia, Estados Unidos, Israel e Irã, além de conflitos no continente africano.

A situação é dramática. Os mais afetados são sempre os mesmos, crianças, idosos, mulheres, enfim, os mais vulneráveis. É assim em todas as guerras, que essa frente parlamentar seja um instrumento concreto de construção de um mundo mais justo, solidário e sobretudo em paz.

Pelo texto, que segue para promulgação, além de contar com integrantes do Congresso Nacional, a Frente parlamentar pela Paz Mundial poderá ter a participação de ex-senadoras e ex-senadores.

Da Rádio Senado, Alexandre Campos.