Dor crônica terá atendimento integral garantido pelo SUS
Transcrição
As pessoas que convivem com dor crônica agora têm direito a atendimento
integral pelo SUS. A nova lei sancionada vale para pacientes com dores
persistentes, que afetam a rotina, o trabalho, o sono e a qualidade de vida. O
texto prevê acompanhamento na rede pública e determina que o paciente seja
informado sobre os riscos e possíveis efeitos adversos dos tratamentos. Segundo
a Sociedade Brasileira de Estudos da Dor, a condição atinge cerca de 60 milhões
de pessoas no Brasil. Para o senador Dr. Hiran, do Progressistas de Roraima, a
medida corrije uma lacuna no acesso a tratamento. (senador Dr. Hiran) "Um
tema tão importante que é negligenciado pelo nosso Sistema Único de Saúde, que
tem um tripé pétreo da universalidade, da equidade e da integralidade, que é o
nosso SUS. Ao fazer a defesa desse projeto, você beneficia essas pessoas para
que elas tenham acesso amplo e rápido ao nosso sistema de saúde pessoas com dor
cronica e eu me incluo aqui, e asim é com muitas pessoas". A nova lei
também cria o Dia Nacional de Conscientização e Enfrentamento da Dor Crônica,
em 5 de julho. A data será representada pela cor verde e deve estimular
campanhas sobre prevenção, diagnóstico, opções de tratamento e combate ao
preconceito contra quem vive com dor constante. Para a senadora Dra. Eudócia,
do PSDB de Alagoas, a criação de uma data nacional tem papel estratégico na
ampliação da conscientização e na mobilização de profissionais e gestores em
torno do tema. (senadora Dra. Eudócia) "A iniciativa confere visibilidade
a uma condição que afeta milhões de brasileiros e que, muitas vezes, permanece
invisível no debate público. A dor crônica compromete a qualidade de vida,
limita a autonomia e interfere nas relações sociais, familiares e
profissionais, configurando um importante desafio para o sistema de saúde e
para a sociedade". O projeto teve origem na Câmara dos Deputados e foi
aprovado pelo Senado em maio, sob relatoria do senador Fláio Arns, do PSB do
Paraná. Pelo relatório, o atendimento integral deve considerar os impactos da dor
crônica na rotina, no trabalho e nas relações pessoais dos pacientes, com
acesso a tratamentos adequados, cuidados especializados e uma abordagem
multiprofissional. A regulamentação pelo Executivo deverá detalhar como esse
acompanhamento será oferecido no SUS. Da Rádio Senado, Marcella Cunha.