Lei de combate à dengue, zika e chikungunya completa 10 anos
Transcrição
Em vigor desde 27 de junho de 2016, a lei que ampliou as ações de combate ao
mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya completa dez anos. O texto
foi discutido e aprovado pelo Congresso Nacional, com participação dos
senadores, em meio à emergência sanitária provocada pelo avanço dessas doenças
e pelo surto de microcefalia associado ao vírus da zika. Na votação da
proposta, o senador Humberto Costa do PT de Pernambuco, que atuou como relator
da medida, destacou que fortalecer a vigilância sanitária deve ser um esforço
de toda a sociedade. (senador Humberto Costa) "Sem dúvida, esse é o
problema de saúde pública mais crítico, não somente do Brasil, mas hoje em
termos mundiais. Então, acho que deve ser um esforço de toda a sociedade nesse
momento. Eu que já tive a oportunidade de ser ministro da saúde, que tenho um
projeto de lei com esse mesmo conteúdo, eu creio que é uma decisão correta.
Como acho também que o Congresso estará inteiramente aberto e suscetível a
garantir os recursos orçamentários necessários para que o combate ao Aedes
aegypti se faça da melhor maneira possível." A legislação autorizou a
União, estados e municípios a adotarem medidas excepcionais. Entre elas, a
criação de dias nacionais de mobilização para limpeza de imóveis, campanhas de
orientação e até entrada compulsória em imóveis abandonados, quando
considerados risco à saúde coletiva. O texto também trouxe mudanças importantes
no amparo social às famílias afetadas pelo surto de zika. A lei passou a
garantir ainda um benefício temporário para crianças com microcefalia e ampliou
a licença-maternidade para mães de bebês com sequelas neurológicas relacionadas
ao vírus. O ex-senador Paulo Bauer de Santa Catarina, que presidiu a comissão
mista que analisou a proposta, destacou que o Parlamento tornou a medida mais
abrangente e humana. (ex-senador Paulo Bauer) "O projeto saiu mais amplo,
mais consistente, mais humano e, acima de tudo, estabelecendo regras que o
governo deve cumprir na luta contra o mosquito Aedes aegypti." A lei
também passou a prever multa para proprietários reincidentes na manutenção de
focos do mosquito e criou o Programa Nacional de Apoio ao Combate às Doenças
Transmitidas pelo Aedes. Dez anos depois, a legislação segue como base para
ações emergenciais de vigilância em saúde e é considerada um marco na resposta
institucional à crise sanitária de 2016. Com supervisão de Maurício de Santi,
da Rádio Senado, Yasmim Rodrigues.