O Globo, n 32.386, 08/04/2022. Política, p. 06
Petista e Weintraub acumulam as maiores rejeições
Mariana Rosário
Um a cada três eleitores diz não votar 'de jeito nenhum' no ex-prefeito, enquanto 25% recusam apoio a ex—auxiliar de Bolsonaro
Prefeito de São Paulo entre 2013 e 2016 e ex-ministro da Educação, Fernando Haddad (PT) lidera as intenções de voto para o governo paulista, mas também amarga a posição de mais rejeitado entre os eleitores, segundo o Datafolha. De acordo com o levantamento, 34% dizem não votar nele “de jeito nenhum”. O petista é seguido por
Abraham Weintraub (Brasil 35), ex-ministro da Educação no governo de Jair Bolsonaro, com 25% de rejeição. Weintraub perdeu seu posto na gestão federal em 2020, após insultar membros do Supremo Tribunal Federal (STF).
Em terceiro lugar aparece Altino Junior (PSTU), com 20%, mesmo patamar de Márcio França (PSB) — segundo colocado nas intenções de voto. Vinicius Poit (Novo) tem com 18% no quesito, enquanto Felicio Ramuth (PSD) tem 18%. O atual governador Rodrigo Garcia (PSDB), que assumiu o cargo após João Doria (PSDB) renunciar à cadeira para entrar na corrida pelo Palácio do Planalto, tem 17%. Numericamente, quem tem a menor taxa de rejeição — mas ainda empatado com Junior, Garcia, Ramuth e Poit, na margem de erro — é Tarcísio Gomes de Freitas (Republicanos), exministro da Infraestrutura da gestão de Jair Bolsonaro: 16% dos eleitores dizem que não votariam nele.
Empatados em 9% estão os eleitores que não votariam em nenhum dos candidatos ou que ainda não sabem em quem votarão em outubro. Outros 3% afirmam que votariam “em qualquer um”.
A mesma avaliação estende a lupa sobre o quanto os eleitores dizem conhecer os candidatos a ocupar a principal cadeira no Palácio dos Bandeirantes. Fernando Haddad, mais uma vez, encabeça a lista, sendo reconhecido por 94% dos consultados. Do total, mais de um terço dos participantes da pesquisa dizem conhecer o petista “muito bem” (37%). Os que só ouviram falar são 29%, e os que conhecem um pouco, 27%.
Haddad é seguido por França, reconhecido por 74% dos eleitores. O político do PSB chegou a assumir o Palácio dos Bandeirantes por um curto período entre a saída do tucano Geraldo Alckmin, de quem era vice —e se licenciou do cargo em 2018 para concorrer na eleição presidencial daquele ano — e a chegada de João Doria, também do PSDB, no começo de 2019.
Na sequência, aparecem Garcia e Tarcísio, ambos com 38%, e Weintraub, 28%. Aliados do tucano e do ex-ministro de Bolsonaro traçam um diagnóstico parecido: a taxa de conhecimento, ainda baixa, abre um caminho para o crescimento nas intenções de voto. Os menos conhecidos pelo eleitorado são Felicio Ramuth (20%), Altino Junior (18%) e Vinícius Poit (18%).