Valor Econômico, v. 23. n. 5706, 10/03/2023, Agronegócios, B10
IBGE estima produção recorde no país em 2023, com 298 milhões de toneladas
Lucianne Carneiro
A safra brasileira de grãos deve atingir o recorde de 298 milhões de toneladas em 2023, 13,3% acima de 2022 – um acréscimo de 34,9 milhões de toneladas, segundo o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na comparação com previsão anterior, a estimativa é 1,3% menor (recuo de 3,9 milhões de toneladas).
A área a ser colhida é calculada em 75,8 milhões de hectares, 3,5% maior que a de 2022 e estável ante janeiro.
O IBGE informou que é esperado avanço de 21,3% na produção de soja, com 145 milhões de toneladas; e alta de 10,2% para o milho - 2,9% na primeira safra e de 9,4% na segunda safra. Com isso, a previsão é de 121,4 milhões de toneladas (28,7 milhões de toneladas de milho na primeira safra e 92,7 milhões de toneladas de milho na segunda safra).
A previsão também é de alta de 1,4% para o algodão herbáceo, para 6,8 milhões de toneladas.
Frente a 2022, a previsão é de recuos de 6,0% para o arroz em casca (para 10 milhões de toneladas) e de 13,8% para o trigo (8,7 milhões de toneladas).
Na comparação entre as pesquisas de fevereiro e janeiro, o instituto destacou variações positivas nas seguintes estimativas de produção: batata segunda safra (0,8% ou 9,5 mil toneladas) e castanha-de-caju (0,6% ou 724 toneladas).
Em contrapartida, na mesma comparação, houve quedas nas estimativas de produção de: soja (-1,7% ou -2,524 milhões de toneladas), aveia (-3,5% ou -40,074 mil toneladas), milho primeira safra (-2,5% ou -733,342 mil toneladas), arroz (-2,5% ou -252,7 mil toneladas), batata terceira safra (-1,4% ou -12,4 mil toneladas), batata primeira safra (-1,2% ou -21,7 mil toneladas), uva (-0,6% ou -9,9 mil toneladas), milho segunda safra (-0,4% ou -373,5 mil toneladas), trigo (-0,2% ou -20,9 mil toneladas) e cevada (-0,0% ou -170 toneladas).