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Título: Relatório de acompanhamento fiscal : julho de 2021
Autor(es): Senado Federal. Instituição Fiscal Independente
Salto, Felipe Scudeler
Couri, Daniel Veloso
Casalecchi, Alessandro Ribeiro de Carvalho
Andrade, Alexandre Augusto Seijas de
Bacciotti, Rafael da Rocha Mendonça
Mesquita, Luiza Muniz Navarro
Souza, Pedro Henrique Oliveira
Silva, Maria Vitória da
Nunes, Vinı́cius Quintanilha
Data do documento: 14-Jul-2021
Série/Relatório no.: Relatório de acompanhamento fiscal ; n. 54
Resumo: Os indicadores de atividade econômica disponíveis para o mês de maio sustentaram evolução positiva,impulsionados pela flexibilização das restrições de mobilidade e a nova rodada de pagamentos do auxílio emergencial às famílias mais vulneráveis. As incertezas quanto ao avanço no ritmo de vacinação, dada a disseminação de variantes mais infecciosas do SARS-CoV-2, e as implicações da crise hídrica para a geração de energia representam riscos ao desempenho da atividade econômica no 2º semestre. O quadro inflacionário segue desafiador, repercutindo a alta dos preços de commodities, influenciada pela recuperação da atividade econômica no mundo (China, em especial), e do preço da energia elétrica, afetado pela piora das condições hidrológicas no Brasil. Os dados de atividade econômica e a taxa de inflação podem acelerar a alta da taxa básica de juros pelo Banco Central. A receita primária líquida do governo central registrou aumento de 26,9%, em termos reais, no acumulado de cinco meses em 2021. As evidências sugerem influência da atividade econômica na recomposição das receitas governamentais. Informações do Relatório Mensal da Dívida mostram uma melhora na composição do perfil de vencimentos da Dívida Pública Federal em abril e maio. A participação dos títulos com vencimentos em até 12 meses caiu de 27,8%, em março, para 24,5%, em abril, e 22,9% em maio. Em maio, houve aumento também na parcela relativa a títulos com vencimento entre um e dois anos. O IPCA em doze meses até junho ficou em 8,35%, um crescimento de R$ 124,1 bilhões no teto de gastos de 2022, podendo ampliar em R$ 47,3 bilhões as despesas primárias, abrindo margens para a ampliação do Bolsa Família,a concessão de reajustes salariais e o aumento de gastos discricionárias, em especial, investimentos. Cada ponto percentual de aumento na inflação gera um impacto estimado de R$ 12,4 bilhões no gasto primário da União. O principal mecanismo é via gastos sociais, como previdência, BPC, Abono Salarial e Seguro-Desemprego, fortemente influenciados pelo INPC de dezembro.
Descrição: Título da capa.
URI: https://www2.senado.gov.br/bdsf/handle/id/591096
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