Use este identificador para citar ou linkar para este item: https://www2.senado.leg.br/bdsf/handle/id/597674
Registro completo de metadados
Campo DCValorIdioma
dc.contributor.advisorSousa, Helena-
dc.contributor.advisorSilva, Sivaldo Pereira da-
dc.contributor.authorAlmeida, Valéria Cristina Castanho de-
dc.date.accessioned2022-05-06T18:02:36Z-
dc.date.issued2022-02-
dc.date.submitted2022-02-
dc.identifier.urihttps://www2.senado.gov.br/bdsf/handle/id/597674-
dc.descriptionTese de doutoramento em Ciências da Comunicação, Trabalho realizado em cotutela com a Universidade de Brasília (UnB).pt_BR
dc.description.abstractTrata da participação política online nos parlamentos, mais especificamente a que ocorre por meio das ferramentas institucionais digitais criadas e disponibilizadas nos websites legislativos com o objetivo de permitir uma contribuição cidadã mais direta no processo político/legislativo. Embora nunca tenha havido, antes da Internet, tantas oportunidades de participação política no âmbito dos parlamentos e de aprofundamento do relacionamento entre representantes políticos e representados, não tem sido observada redução do ceticismo da população em relação à política e aos políticos. Esta tese ocupa-se desse problema para tentar compreender, à luz de uma análise indutiva e dos tradicionais conceitos de participação política convencional e não-convencional, em qual desses modelos se encaixa a participação política por meio das tecnologias institucionais digitais dos parlamentos. O percurso teórico apontou a necessidade de realização de quatro diferentes pesquisas, analisadas separadamente e, depois, em conjunto, com o objetivo de obter dados mais qualificados. Elas comprovaram o potencial dos parlamentos digitais em oferecer mecanismos participativos que permitam ao cidadão contribuir para as três fases do processo legislativo (elaborar, discutir/analisar e votar propostas legislativas). Por outro lado, um estudo mais aprofundado da participação política online no Senado do Brasil demonstrou também haver uma grande insatisfação popular com a falta de profundidade da experiência participativa por meio das tecnologias digitais, embora os usuários desses recursos reconheçam, em geral, a importância dessas ferramentas para fortalecer a democracia participativa. Entrevistas conduzidas aos responsáveis pela participação política online daquela casa legislativa demonstraram que a instituição tem consciência desse problema e condições para resolvê-lo, mas indicam que as barreiras que impedem os avanços necessários estão na falta de vontade política para que ocorram. A partir desses dados, foi possível identificar que o desinteresse político não recai sobre todos os tipos de contribuição cidadã (inputs), pois há parte deles com efetivo potencial de produzir resultados (outputs) positivos e benéficos para a sociedade. Uma investigação mais profunda sobre a questão possibilitou compreender, identificar e classificar um tipo de participação política diferenciada, que institucionaliza o modelo não-convencional de participação política e o converte em convencional, obrigando o parlamento a analisar demandas populares que, em outros contextos, dificilmente seriam aceites. Nesse último caso inserem-se, por exemplo, propostas que têm o objetivo de acabar com privilégios políticos, que, ao serem apresentadas pelas plataformas digitais, institucionalizam-se e passam de não-convencionais a convencionais. A esse modelo diferenciado foi dado o nome de participação política híbrida, com duas categorias: as convenientes, que possuem efetivo potencial de serem aprovadas pelo parlamento, e as não-convenientes, que embora causem constrangimento e prejuízos diretos ou indiretos aos parlamentares, são obrigatoriamente aceites para efeito de análise, caso cumpram as regras propostas pelas ferramentas digitais, mesmo que sejam descartadas, depois, por meio de outros caminhos. A partir da perceção mais ampla de que não será possível avançar para o fortalecimento da democracia participativa sem que haja uma profunda mudança no conceito de representação política no modelo liberal, que traz, embutida, uma cultura política de poder simbólico e apropriação de campo político, passa-se a defender, ao lado de outros autores e trabalhos mais especializados, um necessário redesenho público institucional do Estado, por meio de agências públicas totalmente independentes do governo e de grandes conglomerados económicos com forte influência política.pt_BR
dc.description.statementofresponsibilityValéria Cristina Castanho de Almeidapt_BR
dc.description.tableofcontentsDemocracia, representação e parlamento -- Democracia: bases conceptuais e tipos -- Um conceito mutável -- Modelos de democracia -- Um debate entre teóricos clássicos -- Representação política: bases conceptuais e modelos -- Em busca da definição -- Modelos de representação -- A democracia possível até hoje -- Origem, evolução e comunicação dos parlamentos Dos primórdios aos modernos parlamentos do século XIX -- Parlamentos do século XIX e XX: a revolução e o poder da comunicação de massas -- Parlamentos do século XXI: de clube de cavaleiros a parlamento mediador -- Participação política: conceitos, modelos, internet -- Noções básicas, modelos e crise -- A participação para além das eleições -- Modelo convencional e não convencional -- Crise da representatividade e os seus reflexos na participação -- Modelos alternativos de participação -- Democracia Democracia -- Participação x deliberação: consensos e dissensos -- Participação política online -- A participação através dos sites institucionais -- Publicidade, transparência e accountability -- Problemas dos sites -- A participação política online no processo legislativo através das plataformas institucionais -- Parâmetros metodológicos das duas frentes de pesquisa -- Parâmetros metodológicos da prospeção e mapeamento -- Parâmetros metodológicos: estudo de caso -- Prospeção e mapeamento de experiências -- Estudo de caso: descrevendo e analisando o e-cidadania -- Participação política online nos parlamentos --Pesquisa descritiva e analítica Contexto: participação política em época de covid -- Propostas populares rejeitadas ou sem análise -- Propostas constrangedoras para os parlamentares -- Perfil e perceção dos usuários sobre o e-cidadania e a participação online -- Perfil pessoal e político -- Perceção dos usuários -- Entrevista a gestores do e-cidadania -- A participação institucional digital dos parlamentos: caracterização e sugestões -- Para fortalecer a democracia -- Participação política -- Modelos conveniente e não-conveniente de participação política híbrida -- Redesenho público institucional.pt_BR
dc.format.medium348 p.pt_BR
dc.publisherBrasília : Universidade de Brasíliapt_BR
dc.rightsAttribution 3.0 Brazil*
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by/3.0/br/*
dc.subject.otherBrasil. Congresso Nacional. Senado Federal, inovação tecnológicapt_BR
dc.subject.otherSessão (parlamento), inovação tecnológica, Brasilpt_BR
dc.subject.otherVotação (processo legislativo), Brasilpt_BR
dc.subject.otherDemocracia, Brasilpt_BR
dc.titleParticipação política online nos parlamentos: realidade e possibilidades das plataformas digitais, com um estudo de caso do Senado Federal do Brasilpt_BR
dc.typeTextopt_BR
dc.typeMonografia, tese e dissertaçãopt_BR
Aparece nas coleções:Textos Diversos

Arquivos associados a este item:
Arquivo Descrição TamanhoFormato 
Participacao_politica_online_parlamentos.pdf3,92 MBAdobe PDFThumbnail
Visualizar/Abrir


Este item está licenciada sob uma Licença Creative Commons Creative Commons