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Título: Relatório de acompanhamento fiscal : fevereiro de 2023
Autor(es): Senado Federal. Instituição Fiscal Independente
Couri, Daniel Veloso
Pinto, Vilma da Conceição
Casalecchi, Alessandro Ribeiro de Carvalho
Andrade, Alexandre Augusto Seijas de
Bacciotti, Rafael da Rocha Mendonça
Souza, Pedro Henrique Oliveira de
Caldas, Carla Cristina Osório
Dias, Allanda Martins
Gonzaga, Pedro Ribeiro de Santana
Data do documento: 15-Fev-2023
Editor: Senado Federal, Instituição Fiscal Independente
Série/Relatório no.: Relatório de acompanhamento fiscal ; n. 73
Resumo: A piora das expectativas de inflação deve adiar o ciclo de queda da taxa de juros. As projeções para o PIB de 2022 e 2023 foram mantidas em 3,0% e 0,9%. A projeção para 2024 baixou de 1,6% para 1,4%. Os eventos não recorrentes sobre as receitas primárias da União somaram R$ 70,9 bilhões em 2022. Desse montante, R$ 42,0 bilhões influenciaram as receitas não administradas e R$ 27,1 bilhões afetaram as administradas. Em 2021, as atipicidades haviam se concentrado nas receitas administradas (R$ 55,4 bilhões de um total de R$ 74,5 bilhões de eventos não recorrentes). Para as despesas primárias da União, no cenário prospectivo ainda residem incertezas, principalmente quanto à nova âncora fiscal. No entanto, os cenários da IFI indicam uma expansão de 0,7 p.p. do PIB em 2023 (de 18,2% para 18,8% do PIB), seguido de estabilidade em 2024. A projeção da IFI para a Dívida Bruta do Governo Geral em 2023 foi revisada de 77,8% do PIB para 78,7% do PIB. A mudança se deve ao aperfeiçoamento da projeção da taxa implícita da dívida, que passou a considerar valores mensais. O crescimento esperado da relação dívida/PIB neste e no próximo ano sustenta-se nos deficits primários do setor público consolidado projetados pela IFI. O resultado primário deve sair de um superavit de 1,3% do PIB, em 2022, para deficits de 1,3% e 1,1% do PIB em 2023 e 2024, respectivamente. Encerrado o exercício de 2022, é possível comparar as projeções oficiais para as despesas primárias da União realizadas pelo Poder Executivo Federal com o dado realizado. A comparação mostra que, já em dezembro, a despesa prevista pelo governo para 2022 (R$ 1.826 bilhões) ainda era conservadora, tendo ficado R$ 24,2 bilhões acima do valor efetivamente realizado no ano (R$ 1.802 bilhões).
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