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Título: Relatório de acompanhamento fiscal : março de 2024
Autor(es): Senado Federal. Instituição Fiscal Independente
Silva, Marcus Vinícius Caetano Pestana da
Andrade, Alexandre Augusto Seijas de
Pinto, Vilma da Conceição
Casalecchi, Alessandro Ribeiro de Carvalho
Souza, Pedro Henrique Oliveira
Bacciotti, Rafael da Rocha Mendonça
Silva, Thuane Vieira Rocha
Dias, Allanda Martins
Araújo, Bruna Mayra Sousa de
Leal, Gabriela Borges de Mello
Leal, Lucas Vinı́cius Penha Martins Bomfim
Domingos, Márcio Eduardo Fernandes
Data do documento: 21-Mar-2024
Editor: Senado Federal, Instituição Fiscal Independente
Série/Relatório no.: Relatório de acompanhamento fiscal ; n. 86
Resumo: São apresentas as estimativas da IFI para o hiato do produto e o resultado primário estrutural do Governo Central, com base nos dados realizados do PIB de 2023. Apesar da desaceleração da atividade econômica ao longo do segundo semestre do ano passado, o produto observado registrou um crescimento acima de seu nível tendencial ou potencial, o que impulsionou a arrecadação. Excluindo os efeitos do ciclo econômico e eventos não recorrentes, o resultado primário estrutural apresentou um deficit de 1,6% do PIB. A variação do resultado primário estrutural entre 2022 e 2023, conhecida como impulso fiscal, foi expansionista, atingindo 1,8 ponto percentual do PIB. A identificação e avaliação dos riscos associados às medidas de arrecadação listadas na Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2024 indica que os fatores políticos e as discussões de teses jurídicas no Judiciário constituem os principais riscos para a materialização das receitas consideradas para o cumprimento da meta de resultado primário neste ano. O volume de restos a pagar inscritos no exercício, em termos reais, está acima de R$ 200 bilhões há mais de 15 anos, e se aproxima, novamente, dos R$ 300 bilhões. Os programas adotados para reduzir o estoque praticamente não surtiram efeito. Dadas a legislação vigente e a análise dos fatores condicionantes, é provável que o volume de restos a pagar volte a crescer nos próximos anos, retornando a pressão sobre a execução orçamentária. As garantias concedidas pela União aos governos regionais e locais em 2023 cresceram 271,2%, em termos reais, em relação ao ano anterior. Alterações realizadas nos limites globais anuais de concessão de crédito, realizados no âmbito do Conselho Monetário Nacional, assim como exceções a estes limites, explicam os aumentos durante o ano e podem levar a aumentos maiores para os próximos anos. Seguindo a tendência dos anos anteriores, a maior parte dos credores são instituições financeiras federais.. Dados do Sadipem indicam que potencial de novas concessões em 2024 de R$ 26,8 bilhões até o momento.
URI: https://www2.senado.gov.br/bdsf/handle/id/648335
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