Este é o primeiro atlas do Brasil e, portanto, um marco da cartografia brasileira. Serviu de base para a elaboração de trabalhos posteriores. Além dos mapas das províncias, retrata as questões de fronteiras do Brasil, os quadros dos donatários das capitanias hereditárias e ainda a distribuição dos territórios descobertos por eles. À margem das informações geográficas, contempla estatísticas da população brasileira, e diversos dados administrativos, eleitorais e eclesiásticos, de cunho histórico, acerca das províncias da época e de suas comarcas, que são até hoje relevantes para a compreensão e estudo do Brasil. A elaboração do Atlas teve por base mapas do território brasileiro produzidos desde séculos anteriores. Ressalva se faz ao fato de Cândido Mendes ter procedido “uma acertada” nas fronteiras e limites do Brasil, o que bem se justifica pela falta de definição precisa dos limites internos e externos do país, questões que se resolveriam, mais tarde, no final do século XIX, início do século XX.
"Esta publicação, que conta com 27 mapas de todas as províncias, foi elaborada com base nos registros do Instituto Histórico e Geográfico do Brasil e nos arquivos da Escola Militar, destinada à instrução pública no Império e voltada especialmente aos alunos do Imperial Colégio de Pedro II. é considerado de fato o primeiro completo atlas produzido no país, de excelente qualidade técnica e com uma precisão até então desconhecida. Antes dele, os brasileitos apenas podiam se valer dos mapas produzidos na Europa e nos Estados Unidos, incompletos e esparsos. Notável realização da gravura brasileira do Império, o atlas de Cândido Mendes se insere entre os melhores livros ilustrados pela litografia durante o Império e, por isso, encontra-se descrito neste capítulo e não na categoria 'Cartografia'."(LAGO, 2009, páginas 333).