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Título: Relatório de acompanhamento fiscal : dezembro de 2021
Autor(es): Senado Federal. Instituição Fiscal Independente
Salto, Felipe Scudeler
Couri, Daniel Veloso
Pinto, Vilma da Conceição
Casalecchi, Alessandro Ribeiro de Carvalho
Andrade, Alexandre Augusto Seijas de
Bacciotti, Rafael da Rocha Mendonça
Souza, Pedro Henrique Oliveira
Caldas, Carla Cristina Osório
Data do documento: 16-Dez-2021
Editor: Brasília : Senado Federal, Instituição Fiscal Independente
Série/Relatório no.: Relatório de acompanhamento fiscal ; n. 59
Resumo: A revisão da projeção de crescimento econômico para 2021 (de 4,9% para 4,6% no cenário base) é compatível com a incorporação do resultado do PIB do terceiro trimestre e os sinais emitidos pelos indicadores setoriais de alta frequência. A revisão para baixo na taxa de crescimento de 2022 (de 1,7% para 0,5%) decorre da intensificação da alta dos juros necessária para conter o avanço da inflação e o menor carregamento estatístico (carry-over) deixado para 2022. No médio prazo, o crescimento real do PIB se iguala à estimativa do PIB potencial da IFI (2,1%). A revisão nas projeções do PIB nominal no cenário da IFI em função da piora na dinâmica inflacionária levou a um aumento nas projeções das receitas primárias do governo central no período de 2021 a 2030. A promulgação da Emenda Constitucional nº 112, de 2021, aumenta o percentual do IR e do IPI que é repartido com os municípios, o que afetará as transferências aos entes subnacionais e, por conseguinte, a receita líquida do governo central. O cenário base para o resultado primário do governo central indica deficit em 2021 de R$ 83,6 bilhões. Do lado das despesas, para 2022, a mudança do teto de gastos e a limitação dos precatórios abrirão R$ 117,9 bilhões de espaço fiscal. Sobrariam R$ 35,5 bilhões para aumento de despesas primárias. A Dívida Bruta do Governo Geral deverá encerrar 2021 em 82,1% do PIB, abaixo do projetado pela IFI no RAF de outubro. No entanto, a tendência de crescimento do indicador é nítida, a partir do ano que vem. O desafio fiscal amplifica-se com o avanço da alteração do teto de gastos e da limitação aos gastos com precatórios. A dívida, no cenário pessimista, poderia superar 133% do PIB em 2030.
Descrição: Título da capa.
URI: https://www2.senado.gov.br/bdsf/handle/id/594517
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