Examina criticamente as relações entre trabalho assalariado, capital e organização democrática da sociedade no contexto do pensamento econômico do século XIX. Analisa inicialmente a teoria ricardiana do valor e dos salários, discutindo a ideia de que a diminuição do preço dos bens essenciais implicaria redução proporcional dos salários. Desenvolve, em capítulos sucessivos, uma investigação sobre o antagonismo entre capital e trabalho, confrontando interpretações de economistas clássicos e autores socialistas. Discute as condições de formação dos salários, a influência da oferta e da demanda de trabalho, o papel da concorrência industrial e os efeitos das crises econômicas sobre a classe operária. Avalia também as implicações sociais da produção capitalista, as desigualdades resultantes da distribuição da riqueza e os limites das explicações econômicas baseadas em leis consideradas naturais. Conclui questionando a inevitabilidade do conflito entre capital e trabalho e propondo reflexão crítica sobre socialismo, democracia e justiça econômica na sociedade moderna.