Analisa o cenário fiscal e macroeconômico brasileiro no início de um ano eleitoral. O documento destaca que a política fiscal deverá concentrar-se na gestão do cotidiano e no cumprimento formal da meta de resultado primário, sem a adoção de ajustes estruturais profundos. A IFI aponta que, embora a meta fiscal de 2025 tenha sido legalmente cumprida, isso ocorreu por meio de receitas extraordinárias e abatimentos legais, não representando melhora estrutural das contas públicas. O relatório indica a persistência de desequilíbrio fiscal sistêmico, com crescimento real das despesas acima da inflação e elevação da dívida pública para cerca de 79% do PIB. Também analisa a tramitação da LOA 2026, ressaltando o aumento das exceções ao teto do arcabouço fiscal e o risco de subestimação de despesas obrigatórias. Por fim, destaca o baixo nível de investimentos públicos federais como sintoma do estrangulamento orçamentário e obstáculo ao crescimento econômico sustentável.