Analisa o uso da linguagem simples como instrumento de transparência, inclusão democrática e aproximação entre o Poder Legislativo e a população. A Constituição Federal de 1988, aliada a legislações como a Lei de Acesso à Informação e a Lei Complementar nº 95/1998, já estabelece a obrigação do Estado de garantir uma comunicação clara, objetiva e acessível à população. No entanto, observa-se que a linguagem técnica e rebuscada, frequentemente utilizada nos atos normativos e no Legislativo, cria barreiras que dificultam a compreensão da população e limitam o exercício pleno da cidadania. A pesquisa adota abordagem qualitativa, com base em revisão bibliográfica, análise documental, estudo de caso do PL nº 6256/2019, análise de discurso e entrevistas com servidores do Senado Federal envolvidos em iniciativas voltadas à linguagem simples. A partir de um referencial teórico, o estudo discute o papel da linguagem como instrumento de inclusão, além de apresentar experiências internacionais, que deram origem ao movimento Plain Language, e experiências no Brasil, como as iniciativas do Poder Judiciário, do Senado Federal e da Câmara dos Deputados. A análise evidencia que a linguagem simples constitui um direito democrático. O estudo conclui que investir na simplificação da linguagem no Parlamento é essencial para garantir o acesso à informação, fortalecer democracia, a confiança nas instituições e ampliar a participação cidadã.
Notas:
Inclui notas bibliográficas e de rodapé.
Monografia apresentada ao Instituto
Legislativo Brasileiro – ILB como pré-requisito
para a obtenção de certificado
de conclusão de Curso de Pós-Graduação
Lato Sensu em Poder Legislativo e
Direito Parlamentar.
Banca Examinadora: Profº Drº Edvaldo Fernandes da Silva, Profª Drª Alethele de Oliveira Santos.
Inclui resumo em português e inglês.